Sunday, April 30, 2006

Instâncias psíquicas freudianas

Já que citei FREUD e ainda disse que ela não explica, vamos dar o direito de resposta a ele(até por que faalr mal de alguém morto é muita covardia)
Para o trabalho de Teorias da Mídia fizemos um link entre a violência da midia e sua relação com a os conceitos freudianos.
Explicaremos cada instancia freudiana dando sua relação na evolução do ser humano e da violência.
Isso será feito em três partes que disponibilizaremos no blog a partir de hoje.
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Segundo Freud, “pai” da psicanálise, o ser humano é formado psicologicamente por instâncias que alternam da consciência ao não-consciente e que formam e delimitam as ações e os nossos pensamentos.
Na evolução da vida humana e sua nova organização social, o Homem foi se racionalizando e com isso, criou uma de suas instâncias psíquicas básicas: o EGO.
O EGO pode, grosseiramente, ser definido como a razão do ser humano. Ele é a instância capaz de perceber os instintos e dominá-los, dando a noção de realidade, ou seja, nos caracterizando como seres racionais, pensantes, capazes de ocultar nossas vontades, se estas causarem algum tipo de dano em um contexto de comunidade. Esses instintos prejudiciais seriam o que Freud denomina como ID.
No próximo excerto falaremos sobre o ID e suas pulsões reprimidas.

Monday, April 24, 2006

Formas de acesso

Mídia Subliminar

Muitos podem perguntar:

E para que servem as mensagens subliminares?

Ou até então:

Para que apelar para esse tipo de midia?Pelo simples intuito de ser mau?

Em linhas gerais, as mensagens subliminares são inseridas nos programas com basicamente três fins; seja para a publicidade, para disseminação de determinadas idéias ou para simplesmente atrair a atenção das pessoas. Em todos esses casos ela usa uma série de elementos aparentemente não captados pelo consciente humano, mas que mesmo assim influenciam nas decisões e nos julgamentos dos indivíduos.
Já que é certo que uma pessoa possui cerca de 10% de sua mente em estado de consciência e os outros 90% em profundo estado de inconsciência, é interessante tentar convencer alguém a fazer algo por esses 90%?
O complicado é saber como atingir essa camada da mente humana que ainda é um grande mistério.
Isso nem FREUD explica.

Sunday, April 16, 2006

Mídia Subliminar

Violência
Velada - Mensagens Subliminares

O conceito:


Conteúdos midiaticos violentos e tendenciosos podem ser apresentados de várias formas aos telespectadores. Existem programas que não fazem questão de esconder o caráter parcial de suas transmissões. Também há formas de velar a violência através de “embalagens” que de certa forma escondem a verdadeira intenção da mídia (como veremos mais para frente). Mas o que veremos agora são produtos midiáticos que passam sua idéia de forma inconsciente, subliminar.

Quando falamos em mensagens subliminares, muitos já remetem às experiências de James Vicary que, nos anos 50, inseriu mensagens imperceptíveis aos olhos humanos com os dizeres de “Beba Coca-Cola” e “Coma pipoca” em seus filmes. O resultado da experiência de Vicary apresentou resultados espantosos. O aumento de venda de Coca-Cola foi de 57,7% e o de pipoca de 18,10%.

Porém, subliminar não é só isso. Segundo Joan Ferres, “Considera-se subliminar qualquer estímulo que não é percebido de maneira consciente, pelo motivo que seja: porque foi mascarado ou camuflado pelo emissor, porque é captado desde uma atitude de grande excitação emotiva por parte do próprio receptor, porque se produz uma saturação de informações ou porque as comunicações são indiretas e aceitas de uma maneira inadvertida.”.
As hipóteses:
Para exemplificar melhor esse fenômeno constatamos a presença de violência velada e de mensagens subliminares na mídia atual, e principalmente e programas infantis, já que a criança é aque esta mais passiva as mensagens inconscientes.
No clássico Rei Leão, durante a cena em que o pai aconselha seu filho Simba, no céu estrelado aparece à palavra sex. Não se pode definir se isso foi ou não de propósito ou foi um ato falho. Mas isso é um exemplo de mensagem subliminar.
O uso de merchandising subliminar é muito comum em filmes. Blade Runner, James Bond, Extermindor do Futuro, Risky Business, todos eles, filmes recheados de propaganda não explicitas. Em Homem Aranha, há uma cena em que o personagem principal relata estar com fome e ao fundo aparece o slogan do Mac Donalds. Isso ficar no inconsciente da pessoa, se transformando numa mensagem subliminar. Quando essa pessoa sentir fome ela pode lembrar do filme e ir ao Mac Donalds saciar sua fome.
As músicas também desenvolvem um papel subliminar, ao ver um filme e ouvir a trilha a pessoa “guarda” a música. Depois ao ouvi lá imediatamente ela lembra da cena do filme.

E ai pessoal?

Teoria da conspiração ou conspiração teorizada?

Sunday, April 09, 2006

Desnecessária Violência...

Outro dia, creio que em função da Páscoa, um canal de TV passou o filme Paixão de Cristo. Confesso que todas as críticas em relação a essa obra do ator e diretor Mel Gibson que eu tinha ouvido até então eram bem negativas e duras, mas como jornalista, achei mais correto apurar o fato antes de fazer um julgamento.

E fiquei triste. Não pela narrativa e pelo desfecho (ambos obviamente tristes), mas sim pela capacidade de repercussão que um filme como esse teve. Independentemente de qual sua crença, o que questiono aqui é a validade de mostrar todas as cenas de sadismo e violência a qual Jesus foi submetido. Não que ele não tenha sofrido isso, mas para que fazer um filme de uma pessoa que é sinônimo de amor e renovação através da morte do mesmo.

Fazendo a ligação com o tema do grupo, ressalto aqui uma frase interessantíssima do crítico de cinema Pablo Villaça:

“Depois de uma hora de tortura, quando já vimos Cristo ser espancado, chicoteado e ter partes de sua carne removidas por garras de metal, começamos a ficar anestesiados com relação ao que estamos assistindo, e o impacto diminui, deixando, em seu lugar, um mero festival de sangue. E o que é pior: do ponto de vista narrativo, o longa acaba tornando-se repetitivo, já que Gibson faz questão de incluir cada queda do protagonista ao longo de seu caminho.”

E o pior é quando o público pergunta:Quem é o culpado por terem feito tudo isso a Jesus?Tomara que esse mesmo público não chegue a nenhuma conclusão, pois em um mundo e em uma mídia tão tomados pela violência, um filme que passa, mesmo que seja de leve, uma mensagem perigosa como a do anti-semitismo, deveria ser repensado antes de chegar às telas do cinema.


Parece que Mel Gibson andou vendo muito Tarantino, lendo muito Frank Miller e também quis brincar de violência.Pena que brincou com o personagem errado. Em vez de Paixão de Cristo(paixão essa que não parece no filme em nenhum momento na obra) o filme poderia se chamar KILL CRISTO. Muito mais leal a proposta do diretor.