Sunday, May 21, 2006

Ainda em relação aos atentados...

O que me deixou mais frustrado foi a postura de alguns jornalistas que, até então, tinham o respeito e credibilidade vindo de minha pessoa.

Um deles foi Roberto Cabrini. Jornalista experiente responsável pela cobertura sócria da morte de Ayrton Senna.

Parece que a companhia de Datena na Band lhe influenciou e Cabrini fez uma suposta entrevista com o líder da facção criminosa(da qual me recuso a pronunciar), "Marcola".

Por meio de uma celular Cabrini perguntava e Marcola respondia em uma espécie de "cara a cara" com o bandido.

Agora pensaremos em duas hipóteses:

1ª - Se aquilo foi aramação, coisa que a polícia logo tratou de denunciar, Cabrini chegou ao nível do GUGU, a pouco tempo atrás fez a mesma coisa:uma entrevista forjada.

2ª - Se não foi armação e Cabrini realmente entrevistou Marcola direto de uma penitenciária de segurança máxima, a coisa não deixa de ser grave. Qual é a intenção de um JORNALISTA ao dar espaço para que um bandido possa se perfazer de todo o seu poder?

Que tristeza meu deus......já comprei meu manual de vestibular da POLI......
Cobertura dos atentados
Na coluna dominical do caderno de TV do ESTADO de SÃO PAULO, a jornalista Leila Reis fez uma bela análise sobre a cobertura televisiva dos atentados da última semana.
Cobrou uma autocrítica cada vez mais inexistente na imprensa mais vista no Brasil: a TV.
Na Quarta-feira, por exemplo, Marcelo Rezende exaltado clamava que os ataques haviam sido retomados. Foi preciso que uma delegada, que não me lembro o nome agora, entrasse ao vivo implorando para que Rezende tranquilizasse em vez de apavorar a população. Alguns ataques isolados aconteceram enquanto o onipresente helicóptero da emissora sobrevoava a cidade em busca de mais tragédia. Passando por todos os cantos da cidade com o "BG" em letras garrafais: CAOS EM SÃO PAULO - ATAQUES RECOMEÇAM.
Constrangido com o pedido da delegada, Rezende usou a mais desgastada das desculpas da imprensa: "Só estamos tentando informar a população". Tentando e não conseguindo, pois no final das contas 90% da cobertura da TV tratou de apavorar a população que auto-clamou um toque de recolher.
Juro por Deus que tive vontade pegar meus livros de Chomsky e minhas apostilas de Benjamin e Adorno, jogá-las pela janela e prestar Engenharia.
E por falar em violência gratuita...


Outro dia passa por um canal de minha TV a cabo e vi um programa chamado “DESASTRES AÉREOS”. O conteúdo do, obviamente, era violento e desnecessário. Durante uma hora de programa o canal passava acidentes aéreos com aviões, helicópteros, balões e etc.

Mas se isso não fosse suficiente, o que veio a seguir é ainda mais surpreendente. O “DESASTRES AÉREOS” estava em sua 3ª Temporada!!!

A violência passou a ser matéria prima para conteúdos mídiaticos e, com certeza, não chegaria até a 3ª Temporada se não existisse um público que consumisse isso.

O que vocês acham disso?

Thursday, May 11, 2006

Conclusão sobre FREUD




Ai vai a derradeira parte sobre a análise de vioência e mídia correlacionada as instâncias psíquicas freudianas.
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De acordo com Freud, o responsável pela repressão dos instintos do Id é o que se denomina de Superego. O Superego é, também, uma das estruturas da personalidade e se desenvolve a partir do Ego. Tem a função de impor as normas morais, modelos de conduta e dos parâmetros que constituem as inibições da personalidade, adquiridos pelo Ego nos primeiros anos de infância, atuando como um juiz ou censor.

Assim, a violência, que fazia parte do dia-a-dia nas atividades mais cotidianas dos indivíduos, foi se tornando cada vez menos comum e cada vez mais “inaceitável” na vida social. Mas, como é impossível reprimir totalmente um impulso instintivo, uma hora ou outra esse deverá ser extravasado. É através da mídia que a sociedade contemporânea realiza essa “explosão instintiva”, com conteúdos violentos e punitivos.

Então, se analisarmos de forma psicanalítica, temos uma necessidade de consumir produtos com conteúdo violento para satisfazer nossos mais primitivos instintos. Contentamos nosso ID ao vermos programas, filmes, noticiários que nos liberam das amarras do Superego, e muitas vezes traduzem nossa vontade de vingança pelo que não podemos fazer no nosso dia-dia. Já que a sociedade em que vivemos não nos permite tais situações, projetamos nossas vidas em personagens de uma realidade fictícia.

Essa uma explicação para que conteúdos midiáticos que, teoricamente, possuem qualidade discutível e imprópria, tornam-se naturais e de fácil aceitação por grande parte do público.

Friday, May 05, 2006

Continuação de Freud

Continua aqui a série "FREUD EXPLICA A VIOLÊNCIA"
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Continuamos nossa análise apresentando o ID.
ID seria o estado inconsciente da mente humana que representa todos os impulsos instintivos e primitivos, dentre eles a violência. A analogia que Freud costumava usar é que o EGO era um cavaleiro que sempre estava a mercê de outros fatores externos, o ID. Esse cavaleiro tenta manter as rédeas, mas sabe que às vezes deve se deixar levar por sua cavalgadura. Ou seja, por mais que o EGO se mantenha como o a instancia racional, é impossível se ver totalmente livre das pulsões emotivas do ID.

Pensando cronologicamente, é fato que com o passar do tempo e a evolução nas formas de organização social, o ser humano foi reprimindo e deixando para trás qualquer atitude ou pensamento que, em um meio coletivo, possa ser apontado como irracional. A razão passou a ser a base do pensamento humano.

No proximo post falaremos do culpado pela repressão do ID: o SUPEREGO.Também concluiremos com uma relaçaõ entre a mídia e a violência, pensando de forma psicanalítica.