Outro dia, creio que em função da Páscoa, um canal de TV passou o filme Paixão de Cristo. Confesso que todas as críticas em relação a essa obra do ator e diretor Mel Gibson que eu tinha ouvido até então eram bem negativas e duras, mas como jornalista, achei mais correto apurar o fato antes de fazer um julgamento.
E fiquei triste. Não pela narrativa e pelo desfecho (ambos obviamente tristes), mas sim pela capacidade de repercussão que um filme como esse teve. Independentemente de qual sua crença, o que questiono aqui é a validade de mostrar todas as cenas de sadismo e violência a qual Jesus foi submetido. Não que ele não tenha sofrido isso, mas para que fazer um filme de uma pessoa que é sinônimo de amor e renovação através da morte do mesmo.
Fazendo a ligação com o tema do grupo, ressalto aqui uma frase interessantíssima do crítico de cinema Pablo Villaça:
“Depois de uma hora de tortura, quando já vimos Cristo ser espancado, chicoteado e ter partes de sua carne removidas por garras de metal, começamos a ficar anestesiados com relação ao que estamos assistindo, e o impacto diminui, deixando, em seu lugar, um mero festival de sangue. E o que é pior: do ponto de vista narrativo, o longa acaba tornando-se repetitivo, já que Gibson faz questão de incluir cada queda do protagonista ao longo de seu caminho.”
E o pior é quando o público pergunta:Quem é o culpado por terem feito tudo isso a Jesus?Tomara que esse mesmo público não chegue a nenhuma conclusão, pois em um mundo e em uma mídia tão tomados pela violência, um filme que passa, mesmo que seja de leve, uma mensagem perigosa como a do anti-semitismo, deveria ser repensado antes de chegar às telas do cinema.
Parece que Mel Gibson andou vendo muito Tarantino, lendo muito Frank Miller e também quis brincar de violência.Pena que brincou com o personagem errado. Em vez de Paixão de Cristo(paixão essa que não parece no filme em nenhum momento na obra) o filme poderia se chamar KILL CRISTO. Muito mais leal a proposta do diretor.
E fiquei triste. Não pela narrativa e pelo desfecho (ambos obviamente tristes), mas sim pela capacidade de repercussão que um filme como esse teve. Independentemente de qual sua crença, o que questiono aqui é a validade de mostrar todas as cenas de sadismo e violência a qual Jesus foi submetido. Não que ele não tenha sofrido isso, mas para que fazer um filme de uma pessoa que é sinônimo de amor e renovação através da morte do mesmo.
Fazendo a ligação com o tema do grupo, ressalto aqui uma frase interessantíssima do crítico de cinema Pablo Villaça:
“Depois de uma hora de tortura, quando já vimos Cristo ser espancado, chicoteado e ter partes de sua carne removidas por garras de metal, começamos a ficar anestesiados com relação ao que estamos assistindo, e o impacto diminui, deixando, em seu lugar, um mero festival de sangue. E o que é pior: do ponto de vista narrativo, o longa acaba tornando-se repetitivo, já que Gibson faz questão de incluir cada queda do protagonista ao longo de seu caminho.”
E o pior é quando o público pergunta:Quem é o culpado por terem feito tudo isso a Jesus?Tomara que esse mesmo público não chegue a nenhuma conclusão, pois em um mundo e em uma mídia tão tomados pela violência, um filme que passa, mesmo que seja de leve, uma mensagem perigosa como a do anti-semitismo, deveria ser repensado antes de chegar às telas do cinema.
Parece que Mel Gibson andou vendo muito Tarantino, lendo muito Frank Miller e também quis brincar de violência.Pena que brincou com o personagem errado. Em vez de Paixão de Cristo(paixão essa que não parece no filme em nenhum momento na obra) o filme poderia se chamar KILL CRISTO. Muito mais leal a proposta do diretor.
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