Cobertura dos atentados
Na coluna dominical do caderno de TV do ESTADO de SÃO PAULO, a jornalista Leila Reis fez uma bela análise sobre a cobertura televisiva dos atentados da última semana.
Cobrou uma autocrítica cada vez mais inexistente na imprensa mais vista no Brasil: a TV.
Na Quarta-feira, por exemplo, Marcelo Rezende exaltado clamava que os ataques haviam sido retomados. Foi preciso que uma delegada, que não me lembro o nome agora, entrasse ao vivo implorando para que Rezende tranquilizasse em vez de apavorar a população. Alguns ataques isolados aconteceram enquanto o onipresente helicóptero da emissora sobrevoava a cidade em busca de mais tragédia. Passando por todos os cantos da cidade com o "BG" em letras garrafais: CAOS EM SÃO PAULO - ATAQUES RECOMEÇAM.
Constrangido com o pedido da delegada, Rezende usou a mais desgastada das desculpas da imprensa: "Só estamos tentando informar a população". Tentando e não conseguindo, pois no final das contas 90% da cobertura da TV tratou de apavorar a população que auto-clamou um toque de recolher.
Juro por Deus que tive vontade pegar meus livros de Chomsky e minhas apostilas de Benjamin e Adorno, jogá-las pela janela e prestar Engenharia.
No comments:
Post a Comment