
Assim, a violência, que fazia parte do dia-a-dia nas atividades mais cotidianas dos indivíduos, foi se tornando cada vez menos comum e cada vez mais “inaceitável” na vida social. Mas, como é impossível reprimir totalmente um impulso instintivo, uma hora ou outra esse deverá ser extravasado. É através da mídia que a sociedade contemporânea realiza essa “explosão instintiva”, com conteúdos violentos e punitivos.
Então, se analisarmos de forma psicanalítica, temos uma necessidade de consumir produtos com conteúdo violento para satisfazer nossos mais primitivos instintos. Contentamos nosso ID ao vermos programas, filmes, noticiários que nos liberam das amarras do Superego, e muitas vezes traduzem nossa vontade de vingança pelo que não podemos fazer no nosso dia-dia. Já que a sociedade em que vivemos não nos permite tais situações, projetamos nossas vidas em personagens de uma realidade fictícia.
Essa uma explicação para que conteúdos midiáticos que, teoricamente, possuem qualidade discutível e imprópria, tornam-se naturais e de fácil aceitação por grande parte do público.
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